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Previdência gasta R$ 42 bilhões ao ano com
acidentes de trabalho

Estatísticas refletem apenas
casos do emprego formal
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Os acidentes de trabalho matam 2.5 mil trabalhadores por ano no Brasil e têm um custo de R$ 42 bilhões para a Previdência Social. A informação é da Associaçõ Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho, com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OTT) e do próprio Ministério da Previdência.

Para o presidente da associação, Francisco Machado, o quadro é ainda mais grave. "As estatísticas refletem apenas os acidentes de trabalhadores com carteira assinada. Se for levao em conta os acidentes com trabalhadores informais, o número pode dobrar", afirmou. Em 200, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabilizou 503,9 mil ocorrências.

Outro problema que favorece a ocorrência de acidentes é a senilidade da legislação. O capítulo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que trata do assunto foi criado há 50 anos e não contempla as grandes mudanças que houve nas relações de trabalho. OS setores que ais matam trabalhadores são os da construção civil e o de transportes. Entretando, aumentou significativamente o número de ocorrências em outros setores, como o de serviços.

Desastre Social - Os trabalhadores informais são vítimas invisíveis, apesar de acarretarem gastos aos confres públicos. "Quando um trabalahdor formal morre ou fica incapacitado definitiva ou temporariamente, a família tem o apoio previdenciário. No caso de informalidade, a família vive um drama. Um sociólogo fez uma pesquisa em São Paulo e denuncia que as crianças dessas famílias tendem a ser cooptadas para o crime ou para a prostitiução quando a renda cai. É um desastre social qe deixa graves sequelas", adverte Machado.

Especialistas do setor estão reunidos no 4o. Congresso Iberoamericano de Engenharia de Segurança do Trabalho, que começou ontem e termina amanhã, no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Päulo.

Entre as medidas a serem sugridas ao governo para reverter o quadro atual, estão a realização de campanhas educativas já a partir do Ensino Fundamental e a criação de frentes parlamentares de prevenção de acidentes de trabalho em níveis federal, municipal e estadual. Um projeto de lei que moderniza a CT e cria a Secretaria de Engenharia de Segurança do Trabalho no Ministério da Previdência será encaminhado ao governo.